quinta-feira, 2 de julho de 2015

"Oi, tudo bem?"

Não sei quanto a você, mas o que tenho percebido com muita frequência é a quantidade de pessoas com as quais convivo de uma forma ou de outra e que não se pode fazer aquela clássica pergunta "Oi, tudo bem?".

Ainda não descobri uma forma de lidar com a resposta do tipo "Nossa, tô péssima, você não sabe o que tenho passado...." e outras do mesmo calibre de reclamações.

Gente, vamos combinar que "Oi, tudo bem?" é um clássico que deve ser respondido como tal: "Oi, tudo e você?", pronto, simples assim.

Isso não significa dizer que a pessoa está realmente bem, mas que seguiu a convenção social do início de conversa, sem assustar ou tirar a reação do seu interlocutor.

Não se sai contando seus problemas e agruras na primeira frase, nem mesmo para os seus amigos mais íntimos, há que se ter o mínimo de companheirismo!!!!

Depois daqueles minutinhos iniciais de blá, blá, blá, aí sim você pode compartilhar suas agruras, dores, sofrimentos e tudo o mais.

Será que é tão difícil assim entender isso? Quando você inicialmente pergunta "Oi, tudo bem?" você não está perguntando se de fato está tudo bem, mas apenas dando as boas vindas, fazendo o contato inicial, logo, não é o momento, ainda, de abrir o coração.

Confesso que tenho alguns convivas que não posso usar esse clássico, mas ainda não encontrei outra expressão para saudá-lo.

Não adianta mudar a pergunta, o ponto é exatamente esse, perguntar.

As pessoas vivem tão carentes, tão egocêntricas, tão reclamonas, só conseguem falar de si mesmas, de suas coisas, de como são assim ou assado, que as conversas acabaram, são apenas monólogos intercalados com "ah", "hum", "jura", "nossa", olhares nos celulares, foco zero.

Com isso a vida passa, não se percebe o outro, não se interessa pela vida do outro e não há uma contradição aqui.

Quero sim saber se está tudo bem com você, mas no tempo certo, na ocasião adequada, não na fila da padaria, não de forma a ser invadida por um discurso egoísta e egocêntrico de que só você têm problemas e tem o direito de reclamar.

Todos têm problemas e o seu só é maior do que o meu porque você acha que sendo seu é o suficiente. 

Não é assim que as coisas funcionam.

O critério de definição do que é problema é muito subjetivo. Por exemplo, eu que vivo de resolver problemas alheios, considero que problema de fato é só aquele que não se pode resolver.

Daqui a pouco encontro uma maneira polida e simpática de saudar, saindo do clássico "Oi, tudo bem?". Enquanto isso...vai pro muro!!!!

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