segunda-feira, 2 de março de 2015

"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cachorro."

"Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cachorro."

Piegas? Ultrapassada? Que nada, mais atual do que nunca a célebre frase de Blaise Pascal.

Vou além, não é apenas dos meus cachorros que gosto cada vez mais, mas dos animais ditos irracionais, de uma forma geral, acredite.

Os últimos tempos têm sido um show de horrores para a história da humanidade, impressionante como as atrocidades são cometidas impunemente e anunciadas sem maiores impactos.

Como dizia minha avó, o mundo está perdido!!!

Cada vez mais acredito na teoria da criação e não da evolução, não pode o ser humano trilhar esse caminho e ainda afirmar que está evoluindo.

As guerras civis dizimam milhares e pouco se faz para conter seus avanços e efeitos.

Os terroristas matam a sangue frio, divulgam seus vídeos para o mundo assistir e pouco se faz para conter seus avanços e efeitos.

Jovens são aliciados para o crime diariamente e pouco se faz para conter seus avanços e efeitos.

A violência nas grandes cidades só faz crescer e novamente pouco se faz para conter seus avanços e efeitos.

A corrupção no Brasil corre a céu aberto e pouco se faz para conter seus avanços e efeitos, aqui com o adicional de muitos a jogarem para baixo do tapete da banalidade.

O tráfico de drogas vitima milhões, o crack não apenas mata, mas cria uma população crescente de zumbis e pouco se faz para conter seus avanços e efeitos.

A crise ética que o mundo vive é sem precedentes, o senso comum sofreu imenso impacto da prática constante do errado e não se é capaz de identificar a diferença entre uma conversa de amigos e um fato reprovável, até mesmo ilícito, vide o caso das recentes declarações do ator Alexandre Frota.

Sem falar no caixa dois, que todo mundo faz, mas todo mundo nega. Será mesmo que todo mundo faz? Mesmo que todos façam, a prática reiterada não legitima e muito menos legaliza o ato.

O que dizer do corporativismo do legislativo nacional, que em pleno ano de arrocho e ajustes fiscais e financeiros mais que necessários, no exercício do seu pleno poder regulamentado, aumenta os seus gastos próprios, incluindo os com seus cônjuges, com o perdão da redundância, com o dinheiro público.

É muito prazeroso fazer cortesia com o chapéu alheio? Confesso que o ditado popular escolhido é mais chulo que o escrito, mas para bom entendedor a polidez é palavrão.

E o campeonato de ingestão alcoólica que provocou a morte do estudante da UNESP em Bauru? Ato voluntário considerado suicídio ou prática irresponsável? Será que a família do de cujus achou graça nessa brincadeira inocente dos  universitários?

O que dizer do juiz que foi flagrado conduzindo o veículo de luxo do empresário arrojado, que figurou até pouco na lista da Forbes? Juiz zeloso pelos interesses públicos, garantidor da integridade física do veículo garantidor de eventuais débitos judiciais, usufruindo das benesses da carteirada.

Outro ditado popular, ladão que rouba ladão tem 100 anos de perdão? 

Tá explicado?!

O começo do fim de uma sociedade é essa perda coletiva dos valores éticos e morais, o abismo sem fim nos espera ansioso...muitos já estão em queda livre e você?

Enquanto isso, me lembro aqui de uma das minhas bandas preferidas, Ultraje a Rigor, que nos brinda com a música Sexo, a qual deixo transcrita um trecho para reflexão:

"Vou ver o jornal
Quem sabe me deixam
Ver a situação geral
E é eleição, é inflação
Corrupção e como tem ladrão
E assassino e terrorista
E a guerra espacial
Socorro!..."


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