segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Mundo Corporativo: Admissão e Demissão


Tudo na vida é uma questão de ponto de vista, depende de que lado você está do fato.

Fico aqui pensando que o mundo corporativo pode ser muito cruel e muito maravilhoso ao mesmo tempo, apenas dependendo de que lado dos acontecimentos estamos.

Poucos ainda enxergam no empregado um colaborador de fato, apenas o intitulam como tal por questões de adequação com nomenclaturas, o mundo do politicamente correto ou do pão e circo, como diria Maquiavel.

Semana passada recebi a notícia que uma amiga querida após 6 meses desempregada conseguiu recolocar-se no mercado de trabalho.

Uma felicidade completa para ela e para nós amigas (os), muitos parabéns, mensagens, brindes e sorrisos, afinal de contas ela merece.

O efeito psicológico de uma notícia de emprego às vésperas do fim do ano tem o condão de produzir efeitos maravilhosos na auto estima de qualquer criatura.

Só que a moeda do corporativismo, como toda moeda, tem dois lados e também recebi a notícia que um outro amigo querido experimentou o sabor do desemprego.

Um forte sentimento de tristeza e dor se abateu sobre nós, mesmo tendo a certeza imutável de que quem é empregado um dia deixará de ser, mas precisa ser nessa época do ano?

A resposta é dura e simples, não há época do ano ou data propícia para se demitir alguém, independente dos motivos e razões.

O que me impressiona muito nos últimos tempos é o fato de muitas empresas estarem adotando a estratégia de substituir empregados experientes, com muitos anos de casa, por empregados menos experientes e consequentemente com salários menores.

Em um  primeiro momento a decisão pode ser acertada, reduzir custos, etc e tal, mas a longo prazo pode ser um tiro no pé, mas vamos combinar que quando isso acontecer, há muitas chances do decisor ou o gênio que implantou a brilhante ideia estar prestando seus serviços valiosos em outra corporação.

O pior em uma demissão pode ser o seu motivo, de repente o empregado que contribuiu ricamente por anos deixa de ter o perfil da empresa e é convidado a se retirar.

Como assim deixa de ter  perfil, isso não acontece de um dia para o outro. Onde está o superior que acompanha tão de perto seu time e não toma as providências necessárias para adequar as pessoas ao time e à empresa? Melhor nem tentar responder.

Enfim, é a vida correndo o seu ritmo, fazendo com que os acontecimentos mais temidos sacudam o mundinho do comodismo, abalando estruturas e abrindo um mundo muito maior de possibilidades.

Importante notar que é em momentos de adversidade que o ser humano encontra as melhores oportunidades de crescer e inovar.

Que assim seja!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar!!