quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Momento Edward Mãos de Tesoura


Aos onze anos eu tive o meu momento Edward Mãos de Tesoura, obviamente não ficou bom e sai corendo para um salão para consertar o erro. Esse ímpeto não acomete apenas as adolescentes cheias de hormônios, pois conforme fui crescendo encontrei várias mulheres em diversas faixas etárias, que tentavam cortar o cabelo em casa. Algumas acreditavam que ficava bom, porém tenho cá as minhas dúvidas.

O mais importante que eu aprendi aos onze anos é que nem tudo fica bom no meu formato de rosto e tipo de cabelo. Possuo o rosto redondo, muito cabelo grosso e encaracolado, ao cortar uma franja à La Amelie Poulain, ficou algo assustador. Não que eu não desfie ou repique a frente do cabelo, apenas aprendi que isso deve ser feito em outro cumprimento, no mínimo na altura do nariz.

Mas se você gosta de franja curta, sente-se bem e acredita que vale a pena fazer escova ou tratamentos químicos, vá em frente.

Essa foi a minha segunda desilusão capilar, porque a primeira eu ainda estou fazendo análise para superar. Depois desse fato eu criei coragem e tive cabelo curto, na altura do cotovelo, raspei uma parte, Chanel, cortei com navalha, com vela, só não raspei inteiro. Algumas vezes ficaram incríveis e outras vezes eu chorei, mas cabelo cresce e não morremos por não gostar das madeixas.

O que eu mais gosto é da surpresa. Uma vez cortei bem curto, o que todos achavam uma temeridade, descobri que o meu cabelo não fica armado e os cachos ficam mais comportados. Situação inversa ao Chanel que exige muito cuidado para domar o volume, coisas que só se descobre testando.

Errar no corte e experimentar é fundamental para descobrir o que combina ou não  com você.

Por Mônica Galdino

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