segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Estratégia


Estava eu aqui pensando em sobre o que escrever nessa segunda-feira depois de tantos acontecimentos impactantes, a morte da Hebe, a morte do historiador Eric Hobsbawn, mais uma negativa do STF de liminar para o goleiro Bruno, morte do escritor Autran Dourado, eleições se aproximando, exército nas ruas de várias cidades Brasil a fora, protestos na Europa, enfim...muita coisa.

De repente toca meu telefone fixo e ouço algo que me chamou muita atenção pela criatividade e mudança de hábitos, frente às mudanças de comportamento das pessoas em sociedade.

Quem aí se lembra das campainhas tocando com a visita que nem sempre agradava de missionários de várias religiões e igrejas, trazendo uma revista, querendo bater um papo bíblico e coisas do tipo?

Pois é, me lembro bem disso, mesmo na minha casa estrategicamente não tendo campainha.

Com a vida moderna e novos hábitos a coisa ficou complicada para esses missionários e pregadores, mas a criatividade é uma fonte inesgotável, confesso.

Com a formação de bairros em condomínios fechados nem mesmo o carteiro tem permissão para passear pelas ruas para fazer seu serviço de entrega de correspondências, quem dirá missionários e pregadores batendo de porta em porta.

Nem por isso deixam de cumprir com sua brava missão de levar a “Palavra” aos que querem ouvir e receber, a novidade, pelo menos para mim, é receber essa visitinha agora por telefone.

Isso mesmo, uma simpática senhora me ligou, se apresentou, explicou que o propósito da ligação era fazer uma leitura bíblica, Ec 7:12, a fim de divulgar e incentivar a leitura da Bíblia, já que os condomínios não permitem a circulação dos missionários e pregadores.

Achei o método fantástico, isso sim é marketing, criatividade e adaptação, o resto é fichinha. Daqui a pouco vão criar uma forma de alcançarem seu público via internet, mas não estou falando de simplesmente ter uma página nas redes sociais, vai ser algo profissa!!!

Pensando bem, imagina quanto a gente reclama de falta de tempo para isso, para aquilo, reclama da vida, das coisas, das pessoas e perdemos tempo em fazer algo mais edificante.

Enquanto isso, pessoas, como essa senhora que me ligou, vivem para cumprir uma missão ingrata no sentido de receptividade, falam com desconhecidos de maneira carinhosa e fazem o que acreditam ser certo, fazem a sua parte.

A intenção aqui não é entrar no mérito da religião, igreja, culto, credo ou algo do tipo, mas chamar a atenção para a estratégia, a dedicação, o marketing e que a vida é muito mais do que insatisfações e necessidades materiais.

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