terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bicicleta Para Ricos e Para Pobres


“Bicicleta deixou de ser veículo de pobre e se tornou o meio de transporte de pessoas com maior poder aquisitivo" foi o que disse o presidente da Caloi recentemente, segundo reportagem de Juliana Ribeiro, para Brasil Econômico, de 11/09/12 publicada no portal do IG.

Fiquei conversando com meus botões sobre essa afirmação e me bateu aquela curiosidade óbvia sobre como surgiu a bicicleta. Pesquisando e puxando pela memória descobri algumas coisas.

Leonardo da Vinci, no século XV, já havia feito alguns esboços e projetos do que viria a ser uma bicicleta tal qual a temos nos dias de hoje, mas eles não foram executados.

Muito embora a bicicleta tenha surgido em Paris/França em 1818, apenas em 1855 o francês Pierre Michaux instalou pedais, mas em um modelo mais para velocípede do que para bicicleta, já que tinha duas rodas traseiras e uma dianteira, mas estava aí o que se considera a primeira bicicleta moderna.

De lá para cá muita coisa aconteceu e as “magrelas” como as chamávamos na minha infância se desenvolveram muito e parece que viraram objeto de desejo.

Não sei se concordo com a afirmação inicial, mas de fato a bicicleta cresceu em importância e status, elevando os preços e elevando seu uso a meio de transporte alternativo.

Já falamos das bicicletas de luxo aqui, para quem quiser rever o post, clique aqui. Essas definitivamente não são para os menos abastados.

Ainda acho muito complicado adotar a magrela como meio de transporte, é viável apenas para curtas distâncias, com terreno não muito sujeito a subidas, morros e ladeiras e, ainda por cima, não é respeitada no trânsito caótico das cidades brasileiras.

Nas cidades do Nordeste os animais como burricos, jegues e outros foram gradativamente substituídos pelas motos. Os animais foram abandonados à própria sorte e o problema no trânsito só fez crescer. Sem contar no problema de saúde pública gerado pelos acidentes constantes.

Imaginem nas grandes cidades como será o convívio entre ciclistas, motociclistas, motoristas de carros, ônibus e caminhões, quem arrisca um palpite? 

Concordo que com o crescimento da renda e desenvolvimento do Brasil o número de pessoas que passaram a ter acesso ao consumo e a consumir mais aumentou muito, fato que as empresas devem aproveitar.

É cada vez mais comum nos depararmos nos fins de semana com grupos de ciclistas pedalando por aí, todos equipados, criando mais do que um hábito saudável, um ciclista fashion.

Fico só olhando e pensando quantos deles compraram tudo aquilo porque de fato curtem a prática esportiva, mesmo que de forma amadora, ou simplesmente para mostrar status.

Não devo ser a única criatura que pensa isso, tanto assim que a indústria de bicicletas percebeu a mudança no perfil do consumidor e trouxe ao mercado novidades com maior valor agregado e, lógico, preço.

Até gringo quer entrar no mercado emergentíssimo brasileiro e curtir uma onda com os consumistas de plantão. Estão certos, se tem público, tem que ter produto!!!

A Caloi anunciou que deixou de produzir o que foi por anos seu carro chefe de produção, o modelo Barra Forte, bicicleta de cunho popular, passando a produzir um modelo dobrável chamado de Caloi Urbe, mais adequado ao novo perfil de consumo.

Gostaria muito de poder adotar a magrela como meio de transporte alternativo e viável, mas é praticamente impossível, uma pena, quem sabe um dia isso mude.

Enquanto isso vamos acompanhar o crescimento do setor e as novidades que desembarcam por aqui.

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