terça-feira, 19 de junho de 2012

Triste Fim de Policarpo Quaresma...


Fico um pouco chocada com as coisas que vejo por aí, confesso, acabei de ler uma matéria na Folha de SP onde conta que foi derrubado um muro de uma propriedade privada, segundo informação de morador da comunidade, apenas para que o Sr. Prefeito de Nova York pudesse ver a belezura do mar de Copacabana sem se deslocar até o alto do morro.

É o fim da picada, do muro, da vergonha na cara do poder público que mistura o público com o privado sem a menor cerimônia.

Não sei quem é pior, o Prefeito do Rio de Janeiro em autorizar tal insanidade ou o Prefeito de Nova York em receber facilidades como essa. É fácil fazer cortesia com o chapéu alheio.

E ainda dizem que o Rio de Janeiro continua lindo!!!

Ficaria menos chocada se esse tipo de coisa acontecesse apenas em terras cariocas, mas esse tipo de gentileza, ou melhor, cortesia com o chapéu alheio é muito mais comum do que se imagina.

O Brasil pode estar na moda, mas certamente porque os fashionistas não conhecem as mazelas desse povo permissivo e leniente com o público, afinal de contas em um país onde de acha linda a Lei de Gerson não poderia ser diferente.

Auto lá, poderia sim ser muito diferente se as pessoas fizessem a sua parte nos pequenos detalhes do seu dia-a-dia, mas isso demanda personalidade, determinação, inteligência e dá trabalho, então deixa pra lá.

Cada vez mais concordo com a velha máxima de que cada povo tem o governo que merece.

Uma pena que esse quadro não mudará tão cedo, mesmo em ano eleitoral, que o diga a aliança entre PT e Maluf por míseros minutos no espaço de propaganda gratuita eleitoral na TV.

Se há 20 anos você ouvisse que nas eleições de 2012 para prefeitura da cidade de São Paulo o PT buscaria aliança com Maluf, detalhe, tendo em sua chapa coo vice Erundina, você diria o que?

Seja sincera companheira, você iria no mínimo rir da falta de talento em prever o futuro da criatura. Pois é, agora pensa como estamos bem de políticos!

Esse é o maior problema, mesmo com a oportunidade de trazer inovação em ano eleitoral, não sei se há chances concretas disso acontecer com a oferta nefasta de políticos e novos candidatos a.

A literatura é sempre uma fonte de inspiração, então como escreveu Lima Barreto, “triste fim de Policarpo Quaresma”.

Será que esse país ainda tem jeito? Melhor nem tentar buscar resposta e argumento.

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