segunda-feira, 11 de junho de 2012

O Último Romântico

Amanhã é a tão famosa data do dia dos namorados, que com o passar do tempo fica cada vez mais comercial. Ainda não sei dizer se isso é uma pena ou não, mas fato é que o romantismo à moda antiga está cada vez mais ausente.

Não se fazem mais homens e mulheres românticas como antigamente!

Será que alguém já parou para estudar esse assunto? Será que é um assunto de interesse? Não sei responder, mas não deixo de pensar que o romantismo faz falta.

Com essa facilidade de e-mail, Twitter, Facebook, etc, etc...a comunicação instantânea ganhou muito, mas a pessoalidade das relações perdeu muito. O contato físico ficou nem sei em qual plano, perdeu-se o hábito de fazer a mais singela das ligações telefônicas, e olha que celular é uma praga a se propagar.

Muito embora não seja adepta de TV, percebi esses dias a quantidade de filmes e programas voltados ao dia dos namorados. Os temas centrais não poderiam deixar de ser o impacto do compromisso e a responsabilidade na vida das pessoas que intencionam uma vida em comum.

Um certo medo permeia o imaginário dos que buscam um amor, medo do que é que são elas, uma relação se constrói com a convivência, no dia-a-dia, não tem milagre.

Outro tema é o romantismo, uns de mais e outros de menos, sem um equilíbrio. Mas o que fazer quando um do par é demais e o outro de menos? Certamente um vai acabar se contagiando.

O cotidiano é um dos responsabilizados por muitos pela perda do romantismo, mas será mesmo que tem essa força toda? Não acredito, é mais o comodismo e a facilidade do que o cotidiano a minar o romantismo.


Quem hoje em dia presenteia a cara metade com flores? Poucos. Com chocolates, perfumes e joias. Outros poucos. Com jantares a meia luz então...melhor nem comentar.

Falo com propriedade sobre o assunto porque sou fria como um bloco polar, não me contagiei pelo romantismo do então namorado, ainda disposto a me carregar no colo, comprar presentes, etc e tal. Ao contrário, preguei a cartilha oposta e deu muito certo, hoje estou aqui me lembrando do romantismo de outrora e escrevendo sobre o tema como sendo uma ausência nos dias atuais.

Não acredito que uma vida de contos de fadas seja a perfeita, mas é preciso encontrar um equilíbrio saudável. Faz falta um certo ar retro de romance para revigorar as relações.

Mesmo eu, essa criatura tão chata, segundo alguns, percebo que muitas pessoas hoje sentem falta em suas relações do tom romântico, do carisma, do zelo...mais uma vez o cotidiano leva a culpa, mas será que todos têm feito a sua parte no resgate ou na manutenção da vida amorosa? Duvido muito, é muito mais fácil responsabilizar alguém ou algo e pronto, do que fazer a sua parte.

Mas vamos combinar que não adianta você que acabou de ler esse texto sair comprando presentes, é muito mais do que isso, é uma questão de vivência, de pequenos detalhes e, lógico, de um presentinho também.

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