terça-feira, 8 de maio de 2012

Bar Beije Aqui

As vezes fico sem assunto, acho tudo muito chato na mídia, parece muito do mesmo, mas alguns assuntos são inevitáveis, por exemplo, as fotos da Carolina Dieckmann.

A moçoila tem vida pública e muito pública, tem exposição mega em revistas, internet, TV, etc e tal e fica bravinha com a divulgação de fotos feitas no seio familiar com ela, digamos assim em situação delicada.

Se era super exposição que ela queria ou não, conseguiu muita exposição e que as fotos circulem na velocidade da luz na internet.

Não vou postar aqui as tais fotos, tem uma verdadeira batalha judicial sobre isso e um possível crime no meio dessa confa toda, mas entendo perfeitamente porque ela ficou furiosa com a divulgação.

Vamos ser honestas, aquelas fotos sem super produção, sem fotoshop, sem maquiagem ao melhor estilo de a vida como ela é, mostrou o lado doméstico mais banal da musa.

Isso para ficarmos no básico e evitarmos mais disputas judiciais, mas o que é aquilo companheira Dieckmann? Faça valer seus direitos o mais rápido possível, porque até há pouco as fotos ainda podiam ser vistas no Google, usei o verbo no passado porque não sei se já não foram retiradas enquanto eu escrevo essa postagem e enquanto você a lê.

Assuntos menos privados e mundamos de lado, e essa moda de proibir o beijo na boca em bares na cidade de Campinas/SP?

Será que não tem mais nada importante para os comerciantes se preocuparem? Tipo, melhorar a qualidade dos serviços prestados, zelar pela segurança dos clientes, diminuir os preços, aumentar o tamanho das porções e coisas do tipo.

Concordo que ambiente público não é o local ideal para exercer o direito quase constitucional de beijar na boca, mas daí a proibições de qualquer beijo na boa é uma outra coisa.

Recordo-me quando ainda cursava a graduação que meu querido professor Dr. Renan contou um caso parecido, certa vez a direção da faculdade proibiu o uso de saias com cumprimento menor do que um palmo acima do joelho.

O diretor foi todo senhor de si informar os professores e alunos diretamente nas salas de aula, a fim de se certificar que a proibição fosse amplamente divulgada, a ponto de que ninguém alegasse desconhecimento da nova regra.

Dr. Renan, o sábio, ouviu atentamente o diretor e quando este falou que caso o professor verificasse a situação em sala de aula informasse imediatamente a direção para a tomada de providências, soltou a pérola, sim senhor diretor, mas por presumir a inocência até que se comprove o contrário, apenas se eu puder verificar com minhas mãos se o cumprimento da saia está, de fato, com mais de um palmo de distância dos joelhos.

Bingo, proibição desacreditada, diretor zoado por muito tempo e boas risadas da sala toda.

É bem por aí, com saber se o beijo é tórrido, com muita força e desenvoltura de línguas? Tem que ter verificação in locu, mas como? Beijo na boca presume-se a presença de boca e até onde consigo imaginar apenas com duas bocas, mais que isso aí sim atacaria a moral e o bom costume da clientela seleta e familiar dos botecos campineiros, cidade de vocação universitária e beijoqueira, pelo visto.

A ideia do cartão tipo o “correio elegante” das saudosas festas juninas é muito boa, mas pode sim colocar os seus destinatários em situação constrangedora, aí o buraco fica muito mais embaixo.

Daqui a pouco vamos ter estabelecimentos mais segmentados do que os temáticos que temos hoje, imagine o Bar Beije Aqui, vai ser sucesso na certa, além do que vai ter cliente só para ver a galera se beijar.

Difícil entender essa dualidade de intimidade e publicidade, dos dignos defensores da moral e dos bons costumes frente às garantias constitucionais.

Continuo entendendo que a melhor medida é o meu direito termina onde começa o direito do outro, fácil?!

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