quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Por Ondes Andas?

Ando meio sumidinha, concordo, mas fico aqui no meio cantinho pensando em como essa época do ano é chata, todo fim de ano é a mesma coisa, um monte de mensagens de feliz Natal de gente que você não tem afinidade, mas insiste em te incluir na lista de e-mails, as redes sociais bombando com cartões e mensagens, será esse mesmo o espírito do Natal?

Receio que não, mas fazer o que se as pessoas nessa época do ano são acometidas pelo vírus do “ser bonzinho”, a criatura tem 365 dias no ano para ser boazinha, mas resolve que apenas nos últimos 31 dias será.

Não entendo essa febre de bondade, mas pelo menos como ouvi outro dia, pelo menos o Natal é anual, já pensou se fosse apenas em ano bissexto? Sabe que não seria má idéia!!!

Por outro lado, o que mais gosto nessa época do ano, principalmente na última semana do ano, é o efeito Ho, Ho, Ho ano velho, feliz ano novo no trânsito, as pessoas enchem seus carros, os aeroportos, rodoviárias, etc e tal, e dão linha, deixando as estradas e ruas muito fáceis de trafegar.

Aquela histeria por compras, shopping e happy hour acabam enfim, a vida se restabelece em pleno verão! Dá até gosto ir ao shopping comprar um livro, passear em São Paulo então fica muito agradável.

A febre da bondade acaba, já que o Natal se foi e só no próximo ano as pessoas vão pensar nisso de novo, mas as correntes com e-mails de “é um momento para reflexão” enchem a caixa postal de qualquer um.

O término de um ano e o início de outro é apenas uma questão de cronologia, forma de contar o tempo, não muda nada, então quem foi que disse que é um momento de reflexão?

Concordo que finais de períodos são propícios para a reflexão, o balanço, a definição de planos estratégicos, etc, mas daí a ser uma obrigação existe um fosso. A vida não é um negócio comercial, não é uma empresa, muito embora tenha uma semelhança medonha!!!!

Planejar e refletir deveriam ser constantes na vida de qualquer criatura, não apenas no fim do ano como faz crer a febre do “é um momento para reflexão”. Mas isso requer responsabilidade e comprometimento, coisas que o ser humano não anda lá muito disposto a encarar.

Então, vamos deixar a hipocrisia de lado e sermos realistas com o que somos, como somos e com o nosso futuro, com toda a responsabilidade e comprometimento necessários para fazer, não apenas do futuro, algo do qual possamos nos orgulhar de verdade.

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