quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Até Onde Vai a Crueldade Humana.

Acho que o espírito natalino não me alcançou ainda, porque dia desses conversando com umas amigas, ouvi cada coisa escabrosa que fiquei pensando como o ser humano tem capacidade de ser cruel com seu próximo.

Em situações diferentes, várias das amigas estão sofrendo as agruras da crueldade de alguém, tanto em aspectos corporativos quanto em familiares, pessoais, etc.

Fiquei pensando nos diferentes casos, no requinte de filha da putice dos outros e quanto tempo e energia pessoas de bem perdem se defendendo, se protegendo e correndo atrás do prejuízo causado por outrem.

É revoltante saber que o lado negro da força avança a olhos vistos.

Inevitável não associar a situação dos que nos são próximos com as possibilidades que se abrem.

Explico: nos últimos meses muito se ouviu e viu sobre as atrocidades feitas por ditadores do mundo árabe, a primavera árabe que nos diga, a revolta de povos contra as forças violentas de seus ditadores, a ação do exército e assim vai.

Mas será que se uma de nós que reclamamos tanto das crueldades que sofremos no dia-a-dia tivéssemos o poder político e bélico nas mãos não faríamos o mesmo?

Confesso que eu mandaria matar algumas pessoas. Você ficou espantada com minha afirmação? Não fique, pense bem, não adianta passar por julgamento conforme a legislação, mesmo que a criatura vá presa, um dia vai ser solta, não existe pena perpétua no Brasil.

Um dia vem o total cumprimento da pena e a criatura vai voltar a infernizar a vida alheia, se é que já não o fez do cárcere, bons exemplos de manutenção da atuação “profissional” enquanto presa não faltam.

Também não resolve mandar a criatura para o exílio, um dia a anistia vem e ela volta com a corda toda, forças renovadas e sua rede de crueldade continua.

Vejam só, não nos resta outra alternativa a não ser pensar na pena capital, morte à criatura!

Diante disso, fico aqui pensando se não entendo um pouco o fato dos ditadores serem assim tão cruéis.
Será que muitos de nós se estivéssemos no lugar deles não faríamos o mesmo ou pior? Quantas pessoas você conhece no seu círculo de relações que não aceita a opinião dos outros, que são donas da verdade e da razão, que são intransigentes, etc?


Pois é, são ditadores na essência, apenas não têm o poder político e bélico para fazer valer a sua vontade.

Eu gostaria de ser ditadora por uns dias, faria uma limpa, não resolveria, mas aliviaria muito. Como esse dia nunca chegará, vou aliviando minha raiva no saco de pancadas, além de liberar a adrenalina e ser um choque de realidade, os braços ficam firmes.

Tudo bem, já pensei também no contrário, devo ser a algoz de algumas pessoas também, nesse caso se elas fossem a ditadora, a pena capital seria para mim, fazer o que? Coisas da vida...para isso existe o estado democrático de direito, impondo seus limites.

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