quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Reflexões sobre a Morte e a Vida

Ainda há muitos mistérios a serem descobertos, o nascimento até pouco tempo atrás era um desafio, um mistério ou sei lá o que, mas isso já foi superado, atualmente tem se mais controle sobre o nascimento, com os avanços tecnológicos e científicos.

Já não podemos falar o mesmo sobre a morte. Ela é certa, único evento que sabemos que vamos passar, mas quando, como, por que são perguntas que ainda não conseguimos responder.

Este ano várias pessoas queridas cruzaram a fronteira da vida para a morte, alguns dizem que é apenas uma passagem dessa vida para outra vida, pode ser, não há certezas absolutas sobre isso, mas é um evento que nos abala.

Saber que uma pessoa querida se foi e você não a encontrará mais nos almoços de domingo, em uma festa, na próxima reunião de condomínio, etc é ainda um incômodo, mesmo crendo que ela apenas mudou de plano.

Não tenho como me manter inabalável diante da morte. O adeus é dolorido, é pesaroso, é muitas vezes triste, mas é inevitável.

Assusta-me a quantidade de pessoas cada vez mais jovens que cruzam essa fronteira, sejam vitimadas por doenças velhas conhecidas, por acidentes estúpidos, por iniciativa própria, enfim, o fato é que a única certeza que temos tem se feito cada vez mais presente.

Cada vez que perco alguém faço um exercício de reflexão sobre a minha vida, sobre o que tenho feito não apenas na minha vida, mas da minha vida, será que se amanhã a morte me visitar irei tranqüila, sem deixar “to do” pendentes em minha lista?

Certamente não, mas a outra pergunta é quais são estes “to do”? Será que de fato são coisas que farão a diferença ou serão apenas rotina de trabalho, retrabalho, trabalho que um terceiro deveria fazer e não fez?

Provavelmente um pouco de tudo, mas muito pouco do que realmente deveria ser a minha vida.

É muito triste a conclusão dessa reflexão. Confesso que me empenho para mudar, tento fazer valer meus princípios para mudar o rumo das coisas, mas o mundo que vivo não me permite ir muito longe na minha empreitada, tão logo o tempo faça seu efeito, as coisas voltam como antes.

Quando a morte chega novamente impiedosa sobre outra pessoa querida retomo minha reflexão, meu empenho e o ciclo vicioso segue ser caminho.

Não me agrada sucumbir a essa fraqueza, mas não consigo virar o jogo. Sofro introspectiva, pensando como mudar as coisas e não chego à resposta nenhuma.

Será que tem resposta? Essa é outra boa pergunta que provavelmente nunca encontrarei resposta, mas acreditar que ela existe impulsiona a roda da vida.

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