quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Em que Mundo Você Vive?

Confesso que quando vejo a notícia de algum crime bárbaro, daqueles que o sujeito descarrega uma arma no peito do outro, ou que espanca até transfigurar a pessoa e coisas do tipo, fico horrorizada, mas ao mesmo tempo me pergunto em que ponto de stress, raiva e ira estava esse sujeito para fazer isso?

Fico pensando que eu muitas vezes seria capaz de fazer coisa muito pior se me pegasse em um daqueles dias de fúria.

Dia desses estava assistindo um filme, que não me lembro o nome, mas que tratava da máfia francesa, com cenas de violência, vingança e muita adrenalina. Umas das cenas o “mocinho” do filme esmaga a cabeça do “bandido” no carro, ou seja, o cara bate tanto que a cabeça já era.

Fiquei vendo aquela cena e soltei a pérola: “eu as vezes tenho vontade de fazer exatamente isso com algumas pessoas”, lógico que meu marido riu de mim, só não descobri qual o motivo, mas riu.

Por isso dá para entender porque as vezes as pessoas perdem completamente as estribeiras e partem para atos de loucura, é bem na linha do filme “Um Dia de Fúria”, o sujeito vai chegando no seu limite e estoura.

Quantas vezes você também não teve vontade de, literalmente, socar uma pessoa. Eu fico pensando que realmente não é bom o ser humano andar armado, se não vai atirar mesmo, porque o sangue ferve, sobe e extravasa.

A vida é uma sucessão de emoções reprimidas, não podemos reagir naturalmente no mundo corporativo, as regras de etiqueta business não permitem, no ambiente familiar também não se pode fazer o que quer, há uma convenção velada de que temos que manter o bom convívio e aceitar as pessoas como elas são, pena que a recíproca não é verdadeira!

No âmbito social, ou seja, no seu grupo de amigos, também não podemos dar opiniões sinceras impunimente, logo vem a crítica, a cara feia, o nariz torcido que o mundo do politicamente correto nos impõe.

Eu concordo com a Marcia Tiburi, o que mata esse mundo é a moralina e não a cocaína. A maldita moral exacerbada tolhe as pessoas, cria regras hipócritas, emburrece as pessoas.

Viver de forma livre e sem as imposições acima tem um preço muito alto que nem todos estão dispostos a pagar, por isso é mais cômodo aceitar as regras do jogo e viver no mundinho da Alice no País das Maravilhas, até o sangue ferver, subir e estourar, aí o ser humano mostra a sua cara verdadeira e a sociedade pune.

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