quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mundo Corporativo: Comportamento Feminino

Há muito tempo observo em ambientes corporativos as roupas, adornos e comportamentos femininos, isso significa dizer que a cada dia vejo mais as mulheres vestidas para festas e baladas e não para trabalho.

Antes que alguém pergunte “e qual é o problema disso?”, bom, depende sob qual ponto de vista as coisas são encaradas.

Se o ponto de vista da análise é puramente do entretenimento, não há problema, desde que as pessoas estejam em ambiente de entretenimento e não de trabalho, onde a etiqueta corporativa pode não estar codificada, mas existe como regra geral.

Agora, se o ponto de vista é corporativo, bom, o problema pode ser muito grande, dependendo do segmento de empresa e sua origem.

Vamos ser bastante honestas, a mulherada a cada dia mais está fora de controle, fico pensando o que provoca esse efeito desvairado, será que é hormonal? Não deve ser, pois temos exceções merecedoras de ser mencionadas, mas nada de fugir do foco...

Alguém ainda não entendeu que ambiente de trabalho não é ambiente para se mostrar sexy, desejável, malhada, vulgar e a listinha continua...

Certamente muitas não entenderam, basta notar a quantidade de tomara que caia, blusas de um ombro só, micro saias, calças justérrimas, make up de festa, decotes profundos, transparências, tatuagens gigantes, sutiãs coloridos, calcinhas marcantes sob a roupa e quem mais lembra de outras aberrações?!

Fico feliz porque não sou a única que observa esse fenômeno de, digamos assim, “todo mundo vestida para balada”, tenho ouvido muitas mulheres comentarem sobre o crescimento do fenômeno e acreditem, não são mulheres que falam por despeito ou por inveja.

É lindo uma mulher em qualquer idade de bem com sua aparência, magra, com musculatura definida, pele de pêssego, cabelo bem cuidado, sorriso contagiante, cintura marcada, seios proporcionais, mas daí há uma grande distância entre ser elegante e exibida.

Toda mulher, mesmo sem estar no auge da forma física, pode ser elegante, basta saber escolher a roupa e acessórios certos para a ocasião, isso significa dizer que roupa de balada é para ser usada na balada, roupa de formatura e grandes festas é para ser usada em formatura e grandes festas, roupa de academia é para ser usada na academia e malhação, roupa de praia é para ser usada na praia e na piscina, quando muito no clube e assim sucessivamente.

Quem não possui discernimento mínimo cai no ridículo de ser a gostosona da empresa, a boazuda, aquela que faz a festa da galera masculina e provoca a indignação na maioria das outras mulheres, não porque “eu queria ser assim”, mas porque macula a imagem feminina como um todo, imagem essa que ainda é trabalhada para não ter a pecha de objeto masculino.

Lógico que há segmentos que, pela natureza do negócio, são mais informais, mas isso não significa dizer que são mais relaxados, mais permissivos.

Sem contar na salada que se faz no tal do “casual Day”, dá até medo as coisas que vemos na sexta-feira e aqui incluímos os nossos colegas homens.

Quantos casos de mulheres gostosonas você conhece na empresa que trabalha? Certa vez ouvi de um colega que depois que a fulana – entenda-se gostosona do pedaço – saiu da empresa, os amigos que passavam para aquele oizinho habitual sumiram, por que será???

Estilo é algo que merece admiração e respeito, mas o estilo exibida, gostosona, boazuda não cabe no ambiente de trabalho, a não ser que seja o do entretenimento e do sexo, mas aí é outro assunto.

Conheço pessoas que por simples falta de formação não sabem que o mundo corporativo exige postura e comportamentos padrão, mas normalmente são pessoas que quando orientadas e esclarecidas entendem o problema e entram no padrão.

Essas são pessoas inteligentes não apenas sob o ponto de vista usual, mais que isso têm inteligência emocional e comportamental, mas são a exceção, que pena !!!

A maioria sabe que está se exibindo, sabe que é a gostosona, mesmo sem ter os atributos físicos mínimos e quer continuar sendo conhecida como tal, não fazem questão de serem mulheres inteligentes, competentes e capazes, reconhecidas por méritos e não por atributos.

Lamentável, mas cada uma é responsável pelas escolhas que faz.

Então, se você não quer entrar para o time das “vestidas para balada” preste atenção às regras corporativas implícitas, busque informações com colegas, pesquise, mostre que muito mais do que ser bonita e gostosa você é competente, capaz, eficiente e não precisa se promover por atributos físicos.

Ainda acredito que a meritocracia é a melhor forma de promoção e reconhecimento, mesmo que o mundo caminhe no sentido oposto, eu continuarei resistindo bravamente.

Então, só para relembrar, nada de tomara que caia, a não ser que vá usar um casaquinho e não vá tirá-lo por nada nesse mundo, blusas de um ombro só nem pensar, transparências e decotes profundos não fazem parte do seu guarda-roupas de trabalho, saias e vestidos micro curtos e justérrimos são proibidos, assim como as calças tipo fusô e cigarretes, maquiagem carregada é para noite, definitivamente não é para dia de trabalho, muitos acessórios barulhentos lembram a chegada da vaca Mimosa.

A lista continua, mas você já sabe tudo que tem nela e não vai ceder a tentação, seja firme e mostre a sua personalidade.

Cuidado nos eventos corporativos como festas de fim de ano, inaugurações de filiais, eventos de marketing, etc, são sempre uma armadilha para que você seja conhecida e notada como a gostosona, sexy, boazuda da empresa.

Você não perde nada em ser elegante, fashion e antenada com o mundo da moda, mas dentro dos limites exigidos para o convívio corporativo, acredite, é possível.

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