quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A Fila

Quem nunca ficou postada numa fila que atire a primeira pedra! Pois é, as filas já fazem parte da vida da gente, não vivemos mais sem elas.

Tarefas cotidianas são sempre um exercício de paciência, já que sempre tem um fila no meio do caminho.

Dia desses tive meu momento de fila, aproveitei o feriado achando que as pessoas estariam trabalhando ou descansando em casa, na praia ou no shopping, mas menos batendo perna no centro da cidade, ledo engano, o mundo todo estava lá, exceto os malucos que aproveitaram o dia para ir na 25 de Março.

Então...fui eu para o centro aproveitar a calmaria, não sei onde, e levar vários sapatos para consertinhos básicos, pena que tiveram a mesma idéia que eu uma porção de gente e a fila na sapataria se formou.

Resisti bravamente na fila e como sempre aproveito para apreciar as cenas da vida, assim sempre tenho assunto para escrever.

Impressionante como o ser humano é, tem aquelas senhoras peruas que chegam esbaforidas com sua maquiagem escorrendo e logo reclamam da fila e procuram um lugarzinho para esperar sentadas, enquanto o resto do mundo espera em pé.

E os atrasadinhos que chagam sempre com pressa e logo reclamam: “ Mas que fila, onde já se viu às 15 h de uma ponte de feriado só ter um atendente!!!”.

Não precisa dizer que o efeito da maçã podre é devastador, até os mais conformados já sussurram uma concordância e uma bufada básica.

Bom, aí chegam as patricinhas peruas de plantão, com seus mega celulares cheios de cor, penduricalhos e muito perfume no ar, começa a reclamação, bom que não dá para entender porque os termos são muito novos para mim, uma balzaquiana.

Divertido é ouvir a conversa alheia no celular, não que seja meu passa tempo preferido, mas depois da portabilidade as pessoas perderam o pudor e conversam de tudo e em alto e bom som em qualquer lugar, então se você não quer ouvir...vai ter que ouvir.

Os fumantes, ah estes são sempre compulsivos, 5 minutinhos de fila e já querem acender o cigarro, ainda bem que as placas são escritas em vermelho.

O mais divertido é aquela senhorinha que não lembra mais onde colocou o ticket, não sabe quando trouxe o sapato e mesmo assim ocupa o balcão e espera que encontrem seu sapatinho naquela pilha de coisas.

E as malas para conserto, essas renderiam um capítulo a parte, fiquei tentando contabilizar a quantidade de malas que estão ali esperando conserto ou os seus donos, olha é mala que não acaba mais.

Será que eles não se incomodam com a quantidade de espaço e volume que aquilo faz?! Se fosse eu daria um jeito de vender as que estão abandonadas por mais de 30 dias, acho que renderia mais do que o conserto em si.

Assim como tem os engraçadinhos, aqueles que sempre querem dar um jeito de cortar a fila, tem os educados que esperam pacientemente a sua vez e perguntam pelo cartão de Zona Azul, que diz a lenda que é vendido no estabelecimento, mas nunca tem para comprar.

Depois de observa o próximo e me divertir nem notei o tempo passar, quando percebi já estava sendo atendida, nem demorou tanto assim. Vamos ver se no dia de ir buscar estarei com a mesma inspiração.

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