terça-feira, 24 de agosto de 2010

A Impessoalidade do Frigobar

Como a vida dá voltas, a gente quando está de férias e faz aquela viagem gostosa sempre acha o máximo estar em hotel, ter o quarto sempre arrumado quando volta da rua, a cama sempre esticada, as toalhas sempre secas, o frigobar sempre cheio de tentações, é uma loucura.
 
Tá bom, mas quando você se vê por força das circunstâncias obrigada a ir morar em um hotel ou flat a sensação muda radicalmente, aquele prazer de ter tudo ao alcance da mão e em ordem se transforma em uma angústia sufocante por falta de pessoalidade, porque privacidade você terá, mas a pessoalidade de ter seus objetos pessoais espalhados, o controle remoto em cima do sofá hoje, sobre a mesa amanhã e no chão ao acabar da noite já era.
 
Você sai de manhã para trabalhar e não fala bom dia para o porteiro do prédio, mas para uma equipe sempre a postos para te atender num balcão muito frio e impessoal, não há clima de lar que resista a tal praticidade.
 
Ainda se as circunstâncias da sua mudança forem breves, como uma reforma na sua casa, a troca do piso do seu apartamento ou coisa do tipo, ainda se Ancara melhor a situação, mas quando as circunstâncias são um rompimento de relacionamento, ah, aí o trauma é muito maior, porque tem todo o sofrimento do vínculo quebrado, a falta do outro, mesmo que seja porque você simplesmente estava acostumada com a presença dele e ainda vem essa de ficar em hotel...
 
O importante, independente da situação, é buscar o equilíbrio entre as suas necessidades e a vida em sociedade, porque acredite, há vida lá fora e você tem que se adaptar a essa nova fase, custe o que custar.

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