terça-feira, 24 de agosto de 2010


Começou hoje a exposição  "Fernando Pessoa, plural como o universo" no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo, na sala de exposições temporárias. A exposição fica em cartaz até 30/01/2011, de terça a domingo, das 10 às 18h.

Vale a pena conferir o universo de várias personalidades de Fernando Pessoa, o Museu fica na Praça da Luz, s/nº, no Centro, em São Paulo, maiores informações podem ser obtidas no site ou por telefone (11) 3326-0775.

São curadores da exposição Carlos Felipe Moisés e Richard Zenith. sendo a primeira vez que o Museu abrigará uma exposição sobre um autor português, nada como começar com Fernando Pessoa.

O ambiente foi projetado por Hélio Eichbauer e contará com 4 diferentes espaços todos baseados na identidade visual do Mar, com diferentes tons de azul, lembrando o céu e o mar da época das grandes expedições e descobertas portuguesas.

O visitante encontrará no primeiro ambiente 5 cabines com projeções de trechos de poemas de Fernando Pessoa e seus heterônomos, a saber, Alberto Caieiro, Ricardo Reis, Álvaro de Campos e Bernardo Soares.´

No próximo ambiente há uma espécie de labirinto poético, deve ser divino caminhar por um lugar desses, onde mostrará de forma lúdica trechos de poesias e imagens do autor, na tentativa de retratar as diferentes personalidades de Fernando Pessoa.

Na sequência o visitante passará para o terceiro ambiente onde documentos fac-símile ampliados, manuscritos ou datilografados, relacionados à sua vida-obra estarão expostos dentro de vitrines.

Por fim, no último ambiente poderá ser acompanhada através de imagens extraídas da recém lançada fotobiografia produzida por um dos curadores da exposição, Richard Zenith, a  cronologia da vida e obra de Fernando Pessoa, uma experiência envolvendo os sentidos e emoções.Programa-se, a entrada é gratuita aos sábados durante todo o período da exposição, não deixe de ver e viver essa experiência.

" Vai Alta no Céu


Vai alta no céu a lua da Primavera

Penso em ti e dentro de mim estou completo.

Corre pelos vagos campos até mim uma brisa ligeira.

Penso em ti, murmuro o teu nome; e não sou eu: sou feliz.

Amanhã virás, andarás comigo a colher flores pelo campo,

E eu andarei contigo pelos campos ver-te colher flores.

Eu já te vejo amanhã a colher flores comigo pelos campos,

Pois quando vieres amanhã e andares comigo no campo a colher flores,

Isso será uma alegria e uma verdade para mim."


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