quinta-feira, 29 de julho de 2010

Alimento Funcional, Você Sabe o Que É?

Muito se ouve falar sobre alimentos funcionais, mas o que são esses tais? Para quem não conhece ou não sabe o conceito, aí vai, são alimentos ou ingredientes que, produzem efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, além de suas funções nutricionais básicas normais.

Estes efeitos acontecem quando estes alimentos são consumidos rotineiramente, como parte de uma dieta usual, são seguros, não provocam danos à saúde quando inseridos na alimentação normal e não precisam de acompanhamento médico, muito diferente do que acontece com medicamentos e outros produtos.

Além do valor nutritivo inerente à sua composição química dos alimentos funcionais, eles se caracterizam por oferecer vários benefícios adicionais à saúde, podendo desempenhar um papel potencialmente benéfico na redução do risco de doenças crônicas degenerativas, conforme opinião de especialistas.

No caso particular do Brasil, vê-se com bons olhos a inclusão desses alimentos na dieta normal, tendo em vista o crescimento do surgimento de doenças crônicas degenerativas, muitas vezes provocadas pelo estilo de vida desequilibrado que envolve maus hábitos alimentares e sedentarismo.

O consumo regular desses alimentos pode ser uma alternativa para conter o avanço dessas doenças e fazer com que as pessoas se conscientizem que a alimentação tem um papel fundamental sobre a saúde, é aquela velha máxima já muito explorada de que “você é o que você come”.

Temos conhecimento que povos antigos já empregavam os alimentos de forma a diminuir ou minimizar doenças, Hipócrates há cerca de 2.500 anos atrás já pregava isso em uma de suas célebres frases que dizia algo do tipo: "faça do alimento o seu medicamento". No entanto, somente no final deste último século, na década de 90, é que cresceu o interesse por esse assunto, passando o termo "alimento funcional" a ser adotado.

As pesquisas se intensificaram e o conceito de alimento funcional tornou-se mais conhecido do público leigo e também de pesquisadores, que até então não estavam envolvidos com estudos nessa área.

O Japão foi o pioneiro na produção e comercialização de alimentos funcionais. Conhecidos como FOSHU, "Foods for Specified Health Use", os funcionais japoneses sustentam um selo de aprovação do Ministério da Saúde e Bem Estar. A lei japonesa foi elaborada em junho de 1997, mas não é a única atualmente. Hoje, vários países contam com uma legislação específica. No Brasil, as regras foram instituídas a partir de 1999.

A FDA (Food and Drug Administration) regula os alimentos funcionais baseada no uso que se pretende dar ao produto, na descrição presente nos rótulos ou nos ingredientes do produto. A partir destes critérios, a FDA classificou os alimentos funcionais em categorias, a saber: (i) alimento, (ii) suplementos alimentares, (iii) alimento para usos dietéticos especiais, (iv) alimento-medicamento ou droga.

No Brasil, a indústria deve seguir a legislação do Ministério da Saúde. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária estabelece normas e procedimentos para registro de alimentos e/ou ingredientes funcionais.

Com o maior acesso a informação os consumidores sabem do potencial benefício para a saúde com o uso de alimentos funcionais e visualizam uma diminuição de gastos médicos, a chance de alcançar um envelhecimento saudável, com qualidade de vida, além de neutralização de danos causados pelo meio ambiente em geral. As evidências científicas sobre a eficiência dos alimentos funcionais estão cada vez mais crescentes, e isso também traz segurança para o consumidor.

Para que se alcance os benéficos almejados, é necessário que o consumo destes alimentos seja regular. A indicação não traz nenhum segrego, o consumo maior uso de vegetais, frutas, cereais integrais pode ajudar na obtenção dos resultados, já que grande parte dos componentes ativos estudados encontra-se nesses alimentos. Outra dica é substituir em parte o consumo de carne de vaca, embutidos e outros produtos à base de carne vermelha por soja e derivados, especialmente carne de soja e isolados protéicos de soja ou peixes ricos em ômega 3.

Cuidado para não cair no conto do vigário, caso opte por produtos industrializados, confira sempre a licença da ANVISA, as indicações de uso constante dos rótulos, se o produto foi testado e avaliado por entidade de pesquisa, pois diante da ebulição do mercado, há muito produto desqualificado nas prateleiras.

Além disso, é importante que todos saibam que esses alimentos somente funcionam quando fazem parte de uma dieta equilibrada, balanceada, de novo, não há alimento milagroso. Isto quer dizer que não adianta consumir um produto para controle de colesterol, mas adotar no seu cardápio alimentos ricos em gorduras animais.


O risco que existe na ingestão deste tipo de alimento restringe-se somente em não obter os resultados esperados, já que esses alimentos não possuem contra indicação e devem estar associados a uma alimentação equilibrada.






Exemplos de alimentos funcionais:

Betacaroteno - ajuda a diminuir o risco de câncer.Encontra-se na abóbora, cenoura, mamão, manga, damasco, espinafre, couve.

Isoflavonas - atenuam os sintomas da menopausa. Encontra-se na soja e seus derivados.

Licopeno - relacionado à diminuição do risco de câncer de próstata. Encontra-se no tomate e seus derivados, além de beterraba e pimentão.



Ômega 3 - diminui o risco de doenças cardiovasculares. Encontra-se em peixes de água fria, como salmão e truta, e óleo de peixes.

Flavonóides - diminuem o risco de câncer e atuam como antiinflamatórios. Encontra-se no suco natural de uva e vinho tinto, além de alimentos como café, chá verde, chocolate e própolis.

Probióticos - são microorganismos vivos que ajudam no equilíbrio da flora intestinal. Encontram-se em iogurtes, leites fermentados

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