quarta-feira, 2 de junho de 2010

Último Dia de Desfiles no Fashion Rio

O último dia de desfiles no Pier Mauá foi mais empolgante e acendeu o verão 2010/2011.



A New Order trouxe uma proposta iluminadora para a estação mais esperada do ano, usou muito bem as cores como o fluor, as estamparias, a mistura de materias com elementos típicos dos usados em aacampanhmentos fizeram da passarela um show a parte. Muitas mochilas e botas tipo coturno mais leves deram um toque cool à coleção que leva o nome do quarto disco dos Mutantes, "Jardim Elétrico", completam uma bonita homenagem ao grupo que marcou época na música brasileira.

Se você assistiu ao desfile viu  uma pegada mais selvagem, a coleção trouxe estamparia fofa de plantas carnívoras, abelhas, flores e pólen. As mochilas, que foram um destaque do desfile e são peça fundamental da coleção, foram feitas de cetim, nylon e tela metalizada. O modelo tipo saco, em tamanho gigante, lembra dele? Voltou com força nessa estação. A capa de chuva muito útil para nosso verão chuvoso é transparente, com estampa que imita um arame farpado. Bodies com zíper aparente surgem com estampa de zebra, em branco e preto. A mesma estamparia segue em leggings e batas fluo.

Mochilões bordados com minipaetês complementam a atmosfera iluminada do verão da New Order. O handmade também aparece no trapalho de patchwork de cetim. A bolsa da vez é a tipo carteiro, mas em modelo que lembra uma trouxa improvisada para a viagem de última hora. Atenção para a estamparia de zebra, predominante em preto e branco, é muito bonita da passarla, faz um ótimo efeito, mas deve ser usada com cautela no dia-a-dia. Bolsa-saquinho, modelos tipo carteira e a bolsinha de mão recebem tratamento secundário, mas também estão presentes na coleção da marca de acessórios, com estampas listradas e recortes de couro.

No pé, coturnos leves com estampas florais de tecido e material transparente dividiram a cena com os tênis de cabo alto coloridos, ora monocromáticos, ora com mistura de cores fluo e estampa e sandálias de amarrar na canela feita de tecidos e plataforma de madeira, à moda oriental. A anabela ganha solado de corda. As pulseiras são constantes nos looks, em diversas propostas: metálica, tipo cordão, com tecidos... Usadas todas juntas.

A resina aplicada em algumas peças, como no tênis e brincos, imita espinhos da floresta e saltam da roupa. A cartela de cores traz o preto, branco, pink fluo, amarelo, vermelho, azul, prata , dourado e off-white. Para completar o clima selvagem domesticado, corda esportiva como alça e cadarço e pingentes nos formatos das bússolas e lanternas.






 
 
 
 
 
Já a Teca trouxe uma inspiração mais militar e escolar para o verão, Helô Rocha misturou muito bem o militarismo e as flores para esta coleção.  Como resultado tivemos peças bem femininas, com pegada romântica, bem  a cara da grife. A inspiração da estilista são as jovens potiguares do início dos anos 1940, que estudavam na Escola Doméstica de Natal. Em contraponto às formas dos uniformes usados pelas meninas naquela época, vêm as militares, usadas na Base Aérea de Natal durante a Segunda Guerra Mundial.




A dualidade é a aposta da estilista. E deu certo. Feminino e masculino, exército e escola, dureza e leveza convivem em harmonia nesta coleção. O militarismo vem em tecidos leves, como a seda, o linho e o algodão bem fininho, mas sempre com modelagens fluidas e também na estampa floral camuflada, como no vestidinho com cintura marcada por cinto marrom. Destaque para a releitura de tench coat, transformado em camisa longa e para os “uniformes” dourados, com modelagem confortável, um pouquinho mais afastada do corpo. Na cartela de cores, há ainda verde, cáqui, off-white, laranja, azul e goiaba, em peças como macacões, macaquinhos, vestidos, camisas, saias e shorts. Nos pés, sandálias meia-pata.



A silhueta feminina, em modelagem evasê, é realçada ao ser casada com transparências, cintura no lugar, pregas, babados e decotes em V. Bem femininas também são as roupas feitas de rendas de bilro e renascença, típicas do Nordeste, como regata, vestido, saia, macaquinho e hot pant com bustiê. Os comprimentos variam: há peças curtas e outras que vão até o joelho. Recortes e barriga de fora, presentes em outras coleções deste Fashion Rio, até aparecem, e não comprometem a linha de verão da Têca. Ainda bem.








Foi um último dia cheio de acertos, Andrea Marques trouxe uma modelagem mais fluida, confortável, com contornos não tão colados ao corpo, mostrando todo o seu talento e formação adquirida nos anos de experiência com grifes consagradas como Maria Bonita, Maria Bonita Extra, Huis Clos entre outras, que primam pela elegância da mulher.




O máximo de sensualidade explícita que a mulher Andrea Marques se permite são os shorts mais curtinhos, de cintura bem alta, com botões nas laterais, ou os recortes localizados, como no excelente vestido engana-mamãe, que ligam a parte de cima e a de baixo apenas na frente e deixam as costas de fora.







A silhueta do verão da marca é ampla, larga, com mangas e barras abrindo em A. A barra é enviezada, mais curta na frente, mais longa atrás. Outra proposta são os vestidos tipo anos 50, com cintura marcada com cinto fininho, saia godê e decote arredondado.


Há também manguinhas arrendondadas e decote nadador, como no vestido de paetê estruturado. O cetim, material que está em alta para o verão 2010/2011, apareceu por aqui, em versões estampadas. O resumo de como é possível ser chique e clean ao mesmo tempo surgiu no top frente-única preto, usado com saia godê, também preta. A estamparia da estilista adota a selva como inspiração e vem bem resolvida, com folhagens em tons de verde e marrom, sem nenhum exagero.



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