sexta-feira, 7 de maio de 2010

Dia das Mães


Com o Dia das Mães chegando você já se perguntou como nasceu essa tradicional comemoração?


Diz a lenda que os gregos já rendiam homenagens à deusa Réia, mãe comum de todos os seres, tudo bem que pra gente um nome desses não faz muito sentido, mas vamos continuar...


Os romanos também faziam suas homenagens, mas eram mais festivos, comemoravam por 3 dias. Com o nascimento do cristianismo, as comemorações religiosas eram feitas em homenagem a Virgem Maria.


Na Inglaterra, em meio à Revolução Industrial, as mulheres operárias não tinham folgas durante a jornada de trabalho e se criou o Mothering Day, no quarto domingo do período de quaresma, era um dia para que as trabalhadoras pudessem desfrutar de folga na companhia das suas mães.


O Dia das Mães tentou ganhar mais visibilidade em 1872, quando a escritora Julia Ward Howe propôs a criação de um dia só para as mães, mas a moda não pegou com a força que a vemos atualmente.


Somente em 1904 que o Dia das Mães ganhou contornos mais sólidos e comemorativos com a campanha de Anna Jarvispara instituir a data. A ideia surgiu de uma necessidade pessoal de Anna, que enfretou uma crise emocional muito forte com a perda da sua mãe.


Como boas amigas sempre existiram, Anna encontrou nas suas uma força especial com a realização de uma festa para perpetuar a imagem de sua mãe.


Boas ideias contagiam e Anna buscou homenagear todas as mães, fortalecendo os vínculos familiares, mas isso levou ainda alguns anos, só em abril de 1910 o Dia das Mães foi incorporado ao calendário oficial de datas comemorativas no estado da Virgínia, nos EUA.


Ninguém quis ficar pra trás e em 1914 o presidente dos EUA Thomas Woodrow Wilson decretou a data a ser comemorada no país em todo segundo domingo de maio.


No Brasil a data tornou-se oficial apenas em 1932, desde daquela época as coisas demoram mais a chegar aqui. Foi Getúlio Vargas quem decretou a data a ser também comemorada no segundo domingo de maio.


Daí foi um passo para se estabelecer vínculos comerciais com a comemoração, mas como transformar ar em oportunidades é coisa pra norte americano, dentre outros, foi ainda na época de Anna que nasceu o comércio de flores a serem distribuídas aos participantes da missa comemorativa das mães.


Foi escolhido o cravo branco como símbolo do Dia da Mães porque Anna acreditava que o branco representava o amor, a caridade, a beleza, a fidelidade e a pureza. Para difundir a prática da distribuição de cravos brancos durante anos ela enviou cravos brancos para a celebração da missa, que ganhou força e popularidade com o passar do tempo, até que as flores deixaram de ser distribuídas e passarama ser vendidas.


Com a ênfase comercial atrelada à data, Anna viu sua ideia de fortalecer os laços familiares tornar-se mais um motivo comercial e em 1923 buscou via judial cancelar o Dia das Mães, mas aí era tarde demais...


Anna faleceu em 1945, aos 84 anos sem conhecer a maternidade por experiência própria, mas sempre recebeu do mundo a fora muitos cartões comemorativos.


Brasil, EUA, Austrália, Bélgica, China, Alemanha, Finlândia, Itália, Japão, Canadá, Peru, Turquia, México, Espanha, Portugal, Hungria e Venezuela comemoram a data em maio.


Já a Noruega em fevereiro, Albânia, Rússia, Egito e Arábia Saudita comemoram em março. A Grécia em abril. Em agosto a Tailândia e Costa Rica, em outubro comemoram a Argentina e Biolorússia. Em dezembro Panamá e Líbano e sempre tem quem gosta de contrariar tudo o que existe, comemorando no início da primavera, são eles a Palestina e o Líbano.


As pesquisas realizadas neste ano indicam que comprar o presente para a mamãe ficou mais caro este ano de 2010, mas nem por isso você vai deixar de presenteá-la, pois o carinho da sua presença não tem preço e vale mais que tudo pra sua mãe.


Pra finalizar o tema comemorativo, você pode consultar no site www.savechildren.net/alliance/what_we_do/every_one/news.html o relatório anual publicado pela ONG Save the Children sobre os melhores e piores países para a maternidade. Fizeram parte da avaliação 160 nações, distribuídas entre 43 desenvolvidas e 117 em desenvolvimento.


O índice publicado avalia as condições e os riscos a que as mulheres estão expostas em seus países para criar os filhos, analisa, ainda, indicadores de saúde, bem estar, oportunidades de acesso ao ensino, oportunidades econômicas e cuidados de saúde materno-infantil.


O ranking dos 10 primeiros são: Noruega, Austrália, Islândia, Suécia, Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Holanda, Bélgica e Alemanha. O Brasil ficou no 58 lugar no ranking geral e o 13 no dos países em desenvolvimento, subimos 2 posições em relação ao ano passado! Já é alguma coisa, mas podíamos fazer muito mais!

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